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Comentários sobre “The fall of PR and the rise of Advertising”

The Fall Of PR and The Rise of Advertising
Autor: Stefan Engeseth (200 páginas)
No início do ano, o CMO da Unilever soltou que “PR will be the biggest new marketing tool.” (via @robertacqueiroz). Achei muito estranho e resolvi ler um livro que ganhei no ano passado e que fala o contrário: The fall of PR and the rise of Advertising. Não confunda com o livro “The fall of adversiting and the rise of PR”.
IDÉIA PRINCIPAL:
Em Crazy People, filme de 1990 aqui traduzido aqui no Brasil para algo como De médico e loucos todos nós temos um pouco, um publicitário começa fazer campanhas com um time de gente maluca em um hospício. Seus anúncios são um verdadeiro sucesso pois não tentam maquear os produtos e tenta apresenta-los como realmente são. Assista o primeiro minuto:
O que tem acontecido nos últimos anos é que o consumidor não cai mais nas mensagens dos anúncios. Ele sabe quando um produto funciona, seus benefícios e falhas. Sabe quando uma propaganda está vendendo algo que não é. Além dessa maturidade, com as novas mídias o consumidor é o meio e ao falar da sua empresa (propaganda boca a boca) ele vai alterar a sua mensagem inicial e vai falar o que realmente o produto e marca são e oferecem. Sem meias palavras.
Segundo o autor, o declínio de PR acontece pois suas mensagens são criadas com mentalidade broadcast. Hoje em dia o consumidor entende quando uma mensagem foi montada por alguém que foi pago para isso.
Advertising segue em alta pois conseguiu se atualizar. Os publicitários entendem que com as novas mídias o consumidor faz parte do meio e que ele modificará a mensagem.
PARTES INTERESSANTES:
- Achei bacana a representação da evolução do marketing e publicidade.
Comunicação de massa (figura 1), Marketing direto (figura 2), Mercado, mídia e consumidor formam uma unidade (figura 3).
- It’s time to face the fact that faking it can cost more money in the long run than doing the right thing to begin with. Many consumers are realizing that the reason so many companies are faking it is that their products and services don’t hold up in the light of the day.
- PR agencies can no longer hide the truth. With 100 million bloggers, media is no loger “The third party”, but rather, just one of many voices.
- Bloggers often have more technical and media savvy than most agencies, which means that efforts by PR agencies to blend in on the Web are about as graceful as an elephant in a tutu.
- Speeding up the rise of advertising: The internet is starving for content; advertising no longer needs to buy expensive media to reach its target.
- The advertising agency creates the strategy for the brand and works directly with top management. The PR agency doesn’t.
- Let the “big bang” advertising campaign go with the full force ONLY when it’s relevant for both media and consumers. Mídia social deve ser usada ANTES de se criar uma campanha, dever ser utilizada para se TESTAR os melhores caminhos de uma campanha. Experimente e ouça antes de planejar e principalmente antes de executar uma campanha.
- 80% is a good product, the remaining 20% is marketing. However, without a good product, marketing is useles. (patrick riese)
- If advertising is to be part of people’s lives, it must add value. People need an escalator to save them energy in life’s long climb. What do you offer them?
- The reason so many brands die is that they try to compensate a bad effort with good marketing.
- To create virtual products, you have to live in a virtual culture. Se vc não usa de verdade mídia social, se vc não usa prá valer vc não vai entender o que está acontecendo. Não vai conseguir criar produtos e nem montar estratégia para esses novos canais.
- E por último, mas não menos importante…. Consumer generated advertising is built on trust.
Bem, se vc tem um mínimo conhecimento de mídias socias não recomendo a compra do livro. O resumo está aí.
1 comment 2010 28 fevereiro
Li e gostei: The Universal Exception… People want revolution without revolution.
The Universal Exception (370 páginas)
Autor: Slavoj ZiZek
Look Inside
Então finalmente terminei de ler… Vai pro hall dos livros que uma pessoa TEM que ler.
Seria ingênuidade minha querer fazer qualquer resumo do livro.
Destaque para os capítulos:
- The three faces of Bill Gates
- The Iraq War – where is the true danger ?
- Welcome to the desert of the Real
- Attempts to escape the logic of capitalism
Paulo.
Aproveite e veja o video de Zizek falando sobre Virtual Reality (http://blog.paulohenrique.com/2009/03/29/video-the-reality-of-the-virtual/)
Add comment 2009 1 agosto
China é o pais que mais pirateia mas tb é o mais pirateado
Vi um artigo muito interessante na Oliver Wyman Journal/NERA sobre propriedade intelectual na china.
Interessante descobrir que mundialmente a China é o país mais pirateado.
A pesquisa foi feita levando em consideração apenas 6 países.

Fico imaginando se o Brasil apareceria em primeiro ou segundo lugar na segunda coluna.
Paulo.
ps. 90% das ações na China de IP são abaixo de 100 mil dólares e as condenações em média 15K usd. Para a maioria dos chineses isso é um dinheiro que não tem fim. Preocupados apenas com seus bolsos e não em parar com a pirataria, os advogados americanos acham que esses valores deveriam ser mais alto.
Add comment 2009 1 agosto
Como e’ que a ABRIL publica um texto desses sobre SEO ??? O Google e’ inutil.

Clique na imagem para ampliar.
Como e’ aquela frase ? Perdoe as criancas pois elas nao sabem o que fazem…. Foi isso que veio na minha mente ao ler a reportagem da InfoExame desse mes de Julho.
Ta’ la’ na pag. 27: O GOOGLE E’ INUTIL. E o bing, idem.
Scaneiei a pagina e copio as preciosidades inacreditaveis…..
- O SEO e’ uma lista de truques que devem ser usados para enganar servicos como o Google, com o objetivo de conseguir uma posicao melhor no ranking.
- O SEO funciona, mas tende a ser adotado por aqueles sites de reviews fajutos que querem vender coisas.
- Ainda nao ouvi falar de nada que pudesse escapar das trapacas de SEO.
Como diz o proprio autor no artigo “Usuarios podem vetar analises se acharem que foram escritas por um lunatico”. Pois bem, fica aqui meu veto para um artigo escrito por um lunatico. A turma da revista nao tem redator para revisar um texto desses nao?
Ah…. acabei de me lembrar que um bom pedaco das assinutaras da Abril (algo como 20%) sao feitas online com ajuda de SEO e SEM.
Paulo.
ps. Para quem leu o artigo….Se vc for no Google e escrever “Quem fabrica os melhores celulares?” vai ver que a primeira marca (link 4) que aparece na pagina de respostas e’ a motorola
7 comments 2009 12 julho
Social Media Marketing. Li e gostei.
SOCIAL MEDIA MARKETING – How data analytics helps monetize the user base in telecoms, social networks, media and advertising in a converged ecosystem
Autores: Ajit Jaokar, Brian Jacobs e outros
Editora www.futuretext.com Cerca de 200 páginas. $40 usd
Já tinha lido o outro livro do mesmo autor “Mobile Web2.0″ que apesar de ter sido escrito em 2006 continua atual. Resolvi então ler esse daqui lançado em Fev 2009.
É leitura obrigatória para quem trabalha com novas mídias, celulares e redes sociais e quer estar atualizado com o que existe de ponta. Mas se vc não ler esse livro agora não se desespere. Pode ler daqui a um ano ou dois pois o que tem aí dentro é tão prá frente que até chegar aqui no Brasil implementado de verdade vai levar um tempinho……
O subtítulo do livro fala tudo que vc vai encontrar nele. O livro começa falando de marketing em mídias sociais sob o ponto de vista de midia e do ponto de vista de telecoms e depois entra em métricas. Infelizmente gasta-se 20 páginas sacais em assunto que americano adora que é privacidade. Termina com alguns casos de uso que servem mais se vc for montar um plano do que ver números e resultados.
Recomendo também ler o blog do autor chamado OpenGardens .
Para quem estiver a fim de economizar um dinheirinho é só me avisar (pauloso @ hotmail.com) que empresto.
Add comment 2009 14 junho
The attention economy

The Attention Economy: Understanding the New Currency of Business
Clique para ver o índice.
Esse é o segundo livro que comprei em um sebo no RJ por 10 reais.
Passagens interessantes:
- Awareness becomes attention when information reaches a threshold of meaning in our brains and spurs the potential for action.
- Depois de categorizar os tipos de atenção, os autores (Thomas DavenPort e John Beck) fazem um mapeamento da região do cérebro e explica como os diferentes tipos de atenção ativam partes diferentes do cérebro.
Ao bolar uma mensagem, uma apresentação, um banner, uma página web, vc deve tentar construir com o máximo de categorias de atenção. - There is no act of attention that is unaccompanied by some motor process.
- Um forte e talvez óbvia idéia presente em boa parte do livro é o “It’s all about me“. O que vc cria só terá atenção do expectador apenas se responder as perguntas “O que que eu tenho com isso ? O que eu vou ganhar ? O que significa para mim ?”
- Ao contrário do que muita gente pensa, para ativar imediata atenção do consumidor o livro sugere o uso de ruídos na sua mensagem tais como barulho, palavras ao contrário, usar apenas um canal de áudio etc.
- Para ser efetiva a mensagem deve ser clara sem rodeios mesmo no níveis de comunicação pessoal, externa com o consumdior, corporativa etc. Novamente: Não faça rodeios.
Em alguns momentos o livro “força a barra” com coisas do tipo:
- “Understanding and managing attention is now the single most important determinant of business success.”
- Assim como muitos livros sobre qualquer tema os autores sugerem que as empresas deveriam dar mais atenção ao assunto. O corpo diretivo deveria ter especialistas em atenção e todo aquele bla bla bla comum que quer mudar a estrutura organizacional da empresa.
De forma geral, o livro eh bom mas no lugar de 200 páginas poderia ter usado 50.
Add comment 2009 1 fevereiro
Review:: Love is the killer app

Love is the killer app
How to win business and influence friends
Autor: Tim Sanders (Chief Solutions Officer do Yahoo).
211 páginas. Índice do livro aqui.
Comprei esse livro em um sebo no final de semana passada no Rio de Janeiro por 10 reais.
Se tivesse comprado novo e gastado mais do isso teria ficado muito decepcionado.
O resumo da história é:
- Leia lei leia leia. Gaste mais tempo com livros do que com revistas, ou internet.
- Compartilhe o conhecimento dentro da empresa.
- Faça uso da sua network. Faça uso do seu cartão de visita.
- Seja positivo no ambiente de trabalho.
- Organize os seus contatos e mantenha-os atualizado.
- Descubra oportunidades entre as necessidades e ofertas que seus contatos podem gerar.
- Services need to be amusing, interisting. Companies that create a positive experience are rewarded with loyalty and premium pricing. (…) Most people know nothing bout Intel chips, but they want them inside their computers because everything they do is compassionate.
- No ambiente de trabalho nao seja engraçadinho. Nao perca tempo com conversa sobre coisas que nao agregam em nada.
Esse é mais um daqueles livros que poderia ter sido resumido em 10 páginas.
Sugestão: não compre.
Add comment 2009 18 janeiro
Review: Perdas Necessárias (Li e gostei)

Li a maior parte desse livro em filas no Detran
Não é um livro para consolar aqueles que perderam dinheiro na bolsa nos últimos meses e nem um livro espiritual de auto-ajuda.
Para crescer temos que renunciar a muitas coisas. Toda opção trás consigo necessariamente uma perda. Algumas são necessárias para a evolução. O livro trata dessas perdas e como lidamos com elas.
Como todo Freudiano(a), Judith Viorst começa lá desde o momento que nascemos e vai até quando passamos para outra.
O livro já vai na 340 edição e ficou muito tempo na lista dos best sellers do New York Times.
Li e gostei MUITO.
Judith Viorst
Editora Melhoramentos
335 páginas
R$39,90 Compre aqui
Add comment 2008 7 dezembro
Li e gostei:: The Mobile Revolution

The Mobile Revolution
The making of mobile services worldwide
2007, Dan Steinbock (270 páginas). Mais um livro de 16 dólares e shipping de 21.
É um livro da história da inovação em marketing. Como evoluiu a comunicação em Telecom à medida que a telefonia ficava cada vez mais madura, os telefones diminuiam de tamanho, novas cores, novas funcionalidades, novos serviços.
O livro inteiro é recheado de entrevistas (algumas bem antigas de 2004) com as principais figuras do mkt de telecom: Geoffrey Frost (Motorola), Anssi Vanjoki – Nokia Multimedia + todo um pessoal das top: Ogilvy, Orange, Intel, Ericsson, Qualcomm, NTT Docomo, IBM, RealNetworks, NY Times Digital, Yahoo etc etc.
Não vou nem tentar fazer um resumo do livro porque simplesmente não dá.
Top 2 itens que me lembro de cabeça:
- Olhando para a história desde os anos 90s, segundo o autor, o Japão é o que é em Telecomunicações por causa de uma diretoria competente e empreendedora que sabia exatamente o que estava fazendo sem falsas promessas como fazia a Europa tentando vender WAP como se fosse Internet… Japão pensava e vendia serviço desde o início….
- Tenho certeza que estamos vivendo em telefonia o mesmo estágio que vivemos um tempo atrás quando estar na internet significava ter uma página e um email. Alguns poucos anos depois a Internet mudou a estrutura de negócio de muitas empresas. Tinha essa mesma impressão para mobile mas nunca tinha visto um livro que tocasse nisso. Sempre aquele mesmo papo cansativo de mobile marketing (leia-se advertising).
As ultimas 10 paginas do capitulo “Strategy and mobility” valem o investimento do livro. Apresenta aplicacoes moveis por segmento vertical, mobilidade como diferencial competitivo, quando como e quem deve usa-la, uso da mobilidade versus tecnologias moveis. Show !
Lado ruim: O livro começa com um bla bla blá interminável de toda a história das telecomunicações começando com Marconi. Haja paciência.
Índice do livro na amazon clique aqui.
Add comment 2008 15 setembro
Review:: O Designer Humilde (Li e gostei)
O Designer Humilde
(82 páginas) Editora Rosali
Livro lançado em Junho desse ano. O autor é Charles Bezerra, Recifense, ex-Motorola time de CXD (Consumer Experience Design). Não é um livro de design e sim do processo de criação.
Influenciado pelo filósofo austríaco Karl Popper, o livro discute vários aspectos da atividade do design: identificação de problemas, posturas profissionais e questões sobre inovação no design e na vida.
“A idéia do designer humilde é um conceito otimista. Representa a idéia de um criador que escolhe não sugerir o impulso egoísta, mas reconhece suas próprias limitações e dependência dos outros. Um novo tipo de criador, que não cria para si mesmo e acredita que o homem é o seu cliente mais importante.”
Pensamento estratégico, inovação e revisão de processos. Tudo isso é necessário para evolução, mas o que nos diferencia é o quanto aprendemos com os erros que cometemos e para isso a humildade é elemento fundamental.
Para inovar, com frequência é preciso saber muito sobre muita coisa. É preciso ser ao mesmo tempo especialista e generalista. Atenção criadores do artificial: Ciência sem ética e responsabilidade social é destrutiva.
Add comment 2008 18 agosto



