Me falaram em uma reunião: “Paulo, se W3C publicou, não tem como discutir !”. Tipo mais um Deus.
Pois bem, essa semana Deus, digo, a W3C lançou seu primeiro “artefato” sobre melhores práticas para desenvolvimento de aplicações móveis. Clique e leia.
Quando Deus começa gastar suas energias com aplicações móveis é um sinal que devemos ficar atento. Mas apesar da W3C avançar pelo mundo móvel, dessa grande alforia se separa pouca coisa realmente boa e grande parte ainda é HYPE.
Abrindo um parênteses…. Para entender isso de hype, bolha, goga ou ocaido (como se diz no interior), o Gartner criou um negócio chamado “HypeCycle” que mapeia o comportamento padrão para o crescimento, adoção e maturidade de tecnologia. Clique aqui e baixe o pdf que explica como funciona. Leitura obrigatória.
A princípio pode parecer que o boom das aplicações móveis ainda não aconteceu nas nossas vidas porque os aparelhos sãos limitados (processamento, display e teclado) E porque tráfego de dados ainda pesa muito no bolso dos consumidores. Para mim, o problema É que ainda não está claro o(s) modelo(s) de negócio que sustenta(m) um business mobile.
Vc não pode pegar um modelo de negócio de web e simplesmente adequar para um site .mobi e achar que vai dar dinheiro. Nem tudo que funciona na web vai funcionar no celular.
O exemplo mais comum é o baseado em publicidade (na verdade potencial da base) que faz muita coisa na web ser free. O consumidor que já está conectado trás esse mesmo mindset de tudo grátis para o celular. Ou seja, em tese o usuário que navega no celular tb estará disposto a usar um serviço gratuito em troca de clicar em um anúncio ou outro. O problema é que o bit trafegado no celular é muito mais caro que o bit da web E responder à uma ação publicitária no celular AINDA é algo caro para o bolso do consumidor.
Enquanto os novos modelos de negócio não aparecem a gente fica rezando para Deus acelerar 3G, diminuir os custos e aumentar a renda da população.